Abuso de Esteroides Anabolizantes: Uma epidemia silenciosa

Por vezes as competições desportivas são foco de escândalos envolvendo o uso de esteróides anabolizantes e outras substâncias ergogênicas por atletas profissionais. Estas substâncias são usadas para melhorar o desempenho, energia ou aparência física. Seu uso é apreciado não só por atletas profissionais, mas também por amadores. Existe uma grande variedade destas substâncias, como a somatotrofina, cafeína, efedrina, sildenafil, creatina, testosterona e hormônios derivados da testosterona. Contudo os hormônios esteróides anabolizantes são os mais usados com o objetivo de hipertrofia muscular rápida e/ou além do limite fisiológico. Utilizados cada vez mais por atletas não profissionais com a crença de os tornarem mais fortes fisicamente em curto prazo de tempo, com o desconhecimento ou negligencia de suas reais indicações e potenciais efeitos adversos.

 

Um estudo realizado em Portugal revelou que 63,6% dos praticantes de musculação já usaram esteróides anabolizantes. O seu consumo inicia-se durante ou logo após a adolescência e predominantemente em homens. Nos Estados Unidos um estudo avaliou 3 mil jovens e revelou que mais de 200 dos entrevistados já tinham feito uso, tendo 67% iniciado o consumo por volta dos 16 anos e 40% tinham utilizados múltiplos ciclos de anabolizantes.

 

Quando o uso de um anabolizante é feito sem o conhecimento e segurança de um médico, é caracterizado o ABUSO desta substância. Os estudos que avaliam o uso de esteróides em não atletas podem não expressar totalmente a realidade, pois os entrevistados podem não assumir o uso devido ao receio de descriminação. Por conta da fragilidade em pesquisas científicas nesse tema o abuso dos anabolizantes já é considerado uma EPIDEMIA SILENCIOSA DE ESCALA MUNDIAL.

 

Dentre alguns efeitos adversos do abuso de esteróides anabolizantes podemos citar alterações no sistema endócrino, dermatológico e hepático, como por exemplo: aumento das mamas em homens, causada pela aromatização dos hormônios androgênicos (ginecomastia), supressão da espermatogênese, alopecia (queda de cabelo), acne na face, ombros, tronco e dorso, hirsutismo (crescimento exagerado de pêlos) e sobrecarga hepática.

 

Para evitar estes efeitos adversos o médico deve manter um monitoramento dos seguintes exames laboratoriais: hemograma (hemoglobina e hematócrito), função renal (creatinina), perfil lipídico (níveis de LDL e HDL), função hepática (transaminases, principalmente para a via orais) PSA (nos homens), ionograma, doseamento plasmático de glicose, testosterona, SHBG, FSH, IGF-1,TSH e T4 livre e exame de urina.

 

A fim de evitar o uso e efeitos adversos dos esteróides anabolizantes muitos médicos e profissionais de saúde prescrevem fitoterápicos com ação anabolizante, como por exemplo: Laxosterona, Turkesterona, Ecdysterona, Tribullus terrestris e outros. Além de suplementos que sinalizam o crescimento muscular, como Creatina, Glutamina e Ácido D-Aspártico.

 

Os efeitos terapêuticos e adversos dos esteróides anabolizantes são bem conhecidos pela classe médica especialista na área. A reposição hormonal com o acompanhamento médico evita ou reduz as gravidades dos efeitos adversos. O acompanhamento profissional torna a terapia com esteróides anabolizantes mais eficaz, segura e consciente.

 

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Referência blibiográfica

 

Rocha M., Aguiar F., & Ramos H. O uso de esteroides androgénicos anabolizantes e outros suplementos ergogénicos – uma epidemia silenciosa. Rev Port Endocrinol Diabetes Metab. 2014;9(2):98–105